quinta-feira, 22 de novembro de 2007

@ pedagogi@ cibernétic@

Vivemos a era da cibernétic@, em que podemos utilizar bancos 24 horas, caixas com auto-atendimento, internet no celular, até mesmo as escola utilizam-se deste recurso para que os pais “acompanhem” seus filhos pelo computador via internet. E com toda esta virtualidade como estão sendo preparados os professores para exercer suas práticas pedagógicas com seus alunos cibernéticos? Este é mais um desafio a ser enfrentado e como futuras pedagogas estamos pesquisando respostas.
Schlemmer (2006) nos faz refletir sobre esta “invasão” digital que estamos vivenciando e das dificuldades de interagir com toda estas TDs (Tecnologias Digitais). “Somos da ‘geração analógica’, conhecidos como ‘imigrantes digitais’”(p.34). Fomos criados a ter medo de causar estragos nos equipamentos, e isto ainda reflete quando não conseguimos fazer mais de uma atividade virtual ao mesmo tempo. Segundo a autora, “... ‘a geração do mexe para ver se funciona’, a ‘geração digital’, conhecidos como ‘nativos digitais’”(p.34) está aí e nos deixa inquietos. Por quê? Porque em vez de utilizarmos os saberes desenvolvidos por estes “nativos virtuais” para nossas práticas, trazendo-os como nossos aliados, nos detemos nas práticas tradicionais e, muitas vezes por pensarmos ser os detentores do saber, acabamos por afastar o aluno ou tornar a aula um momento de rejeição.
Este é o nosso desafio urgente, em que precisamos ir ,além da nossa formação acadêmica básica, buscar nos ambientes virtuais as ferramentas para a nossa “sobrivência” ao mundo digital.

Geração NET: Sobrevivi

Em pleno ano de 2030, algumas questões sobre a educação digital nos remetem ao processo de transformação que a educação passou. Maria da Silva, dinamizadora da inteligência coletiva de grupo que acompanhou todo este processo, conta que começou a trabalhar em 2006 como professora de Jovens e adultos, era assim que chamava quem ensinava os alunos , hoje chamados de aprendizes. Perguntada como é ter acompanhado a mudança da educação tradicional para a educação digital diz: “No início foi muito difícil, porque o acesso as redes de informação eram escassas. O grupo em que eu trabalhava não tinha acesso às tecnologias. Então havia uma resistência sobre deixar as chamadas salas de aula e começar a pesquisar sem a presença física do professor. Hoje vejo que os aprendizes desconhecem todo aquele processo e quando falo pra eles de como era, ficam perplexos com as informações”. Com seu olhar saudoso dos tempos de “sala de aula”, faz silêncio enquanto relembra alguns nomes nas fotos que faz questão de mostrar.
Continuando o diálogo é questionada sobre como vê a pedagogia nestes ambientes de estudos e pesquisas. “Após um longo suspiro, desabafa:” Olha, ainda estou perguntando se tudo o que aprendi nesses anos todos foi válido. Quando comecei a profissão de ensinar, era exigido que se tivesse toda uma formação de coletivo, de construção do conhecimento compartilhado. Depois começou a ser inserido a aprendizagem individual, em que se faziam pesquisas e publicavam em um site. Isto iniciou ainda quando eu fazia graduação na faculdade.”