quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Geração NET: Sobrevivi

Em pleno ano de 2030, algumas questões sobre a educação digital nos remetem ao processo de transformação que a educação passou. Maria da Silva, dinamizadora da inteligência coletiva de grupo que acompanhou todo este processo, conta que começou a trabalhar em 2006 como professora de Jovens e adultos, era assim que chamava quem ensinava os alunos , hoje chamados de aprendizes. Perguntada como é ter acompanhado a mudança da educação tradicional para a educação digital diz: “No início foi muito difícil, porque o acesso as redes de informação eram escassas. O grupo em que eu trabalhava não tinha acesso às tecnologias. Então havia uma resistência sobre deixar as chamadas salas de aula e começar a pesquisar sem a presença física do professor. Hoje vejo que os aprendizes desconhecem todo aquele processo e quando falo pra eles de como era, ficam perplexos com as informações”. Com seu olhar saudoso dos tempos de “sala de aula”, faz silêncio enquanto relembra alguns nomes nas fotos que faz questão de mostrar.
Continuando o diálogo é questionada sobre como vê a pedagogia nestes ambientes de estudos e pesquisas. “Após um longo suspiro, desabafa:” Olha, ainda estou perguntando se tudo o que aprendi nesses anos todos foi válido. Quando comecei a profissão de ensinar, era exigido que se tivesse toda uma formação de coletivo, de construção do conhecimento compartilhado. Depois começou a ser inserido a aprendizagem individual, em que se faziam pesquisas e publicavam em um site. Isto iniciou ainda quando eu fazia graduação na faculdade.”

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