quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

As pedagogias na era Cibernétic@.

Este texto resulta da pesquisa intitulada “Pedagogia e Educação digital” realizada durante o semestre 2007/2 como prática do PA Ensino e Aprendizagem no Mundo Digital. Vivemos a era da cibernétic@, em que podemos utilizar bancos 24 horas, caixas com auto-atendimento, internet no celular, até mesmo as escola utilizam-se deste recurso para que os pais “acompanhem” seus filhos pelo computador via internet. Como futuras pedagogas nos deparamos com vários questionamentos em relação ao PA estudado, quando abordamos o papel do professor através do ensino e aprendizagem no mundo digital. Fomos pesquisar se e como o trabalho pedagógico é desenvolvido na Educação Digital? Como os professores estão sendo preparados para a era cibernética?Como o trabalho pedagógico, tão questionado em práticas é desenvolvido na educação digital?Como aplicar uma pedagogia em grupo, se a individualidade é visível entre o aluno e a máquina?
Para encontrar respostas buscamos nos referenciais teóricos utilizados no PA alguns esclarecimentos, notas para as nossas inquietações surgidas durante o desenvolvimento do semestre. Pesquisamos em site o que está sendo utilizados como didáticas pedagógicas na formação de professores para a demanda solicitada no currículo e como desenvolver em sala de aula. Percebemos que as questões que nos provocaram sobre a educação digital são as mesmas que a ampla maioria dos professores, em atuação, possuem. Até por ser um assunto pouco explorado, no sentido de não fazer parte dos currículos das licenciaturas acadêmicas, o que acaba por deixar o professor sem um conhecimento prévio de como se utilizar toda as ferramentas possíveis em suas práticas didáticas.
Schlemmer (2006) nos faz refletir sobre esta “invasão” digital que estamos vivenciando e das dificuldades de interagir com toda estas TDs (Tecnologias Digitais). “Somos da ‘geração analógica’, conhecidos como ‘imigrantes digitais’”(p.34). Fomos criados a ter medo de causar estragos nos equipamentos, e isto ainda reflete quando não conseguimos fazer mais de uma atividade virtual ao mesmo tempo. Segundo a autora, “... ‘a geração do mexe para ver se funciona’, a ‘geração digital’, conhecidos como ‘nativos digitais’”(p.34) está aí e nos deixa inquietos. Por quê? Porque em vez de utilizarmos os saberes desenvolvidos por estes “nativos virtuais” para nossas práticas, trazendo-os como nossos aliados, nos detemos nas práticas tradicionais e, muitas vezes por pensarmos ser os detentores do saber, acabamos por afastar o aluno ou tornar a aula um momento de rejeição.
Estas TDs estão escancaradas no nosso cotidiano e não podemos fugir, temos que nos adequar a elas e aprender usá-las. Talvez seja o momento da inversão dos papéis: onde os “alunos” passarão a ensinar os “professores”, pois estes alunos não têm medo de descobrir as inovações invasoras. Qual é o nosso preparo para chegar em uma sala de aula e trabalhar com “joguinhos” virtuais para alunos que estão muitos avançados para as essas “brincadeirinhas”? Como poderemos interagir com um aluno que utiliza uma linguagem “desconhecida”, muito usada pelo MSN, se ainda estamos no processo de formatação de um texto, montagem de uma apresentação em Power Point?

A nossa formação mais do que nunca tem que ser continuada ou seremos alunos dos nossos alunos. Quando falamos desta formação é perder o medo de “mexer” com as TDs, é buscar conhecimento sobre o que está “navegando” na rede e aprender a trabalhar com esta nova linguagem, na qual ainda somos analfabetos.

Quando começamos a elaborar o projeto de pesquisa tínhamos como certeza que mesmo a Educação digital sendo o futuro muito presente, a presença de um orientador físico seria sempre necessária. Pois a alfabetização digital é necessária para os primeiros passos. Agora pensamos que para os primeiros passos sim é necessário o orientador físico, mas sempre não. Porque os “nativos digitais” possuem a sua própria pedagogia em que buscam ampliar seus saberes sem medo de errar, sem medo de estragar. Apesar de muitas famílias terem computadores em casa com o acesso a Internet, será que a educação tradicional não está um pouco frágil pela quantidade de informação fácil da rede? Sabemos que o mundo virtual é uma tentação que exige limites. Então o nosso desafio é ainda maior como educadores, desafio este que não está só sob nossa responsabilidade, mas que está em “acessar” as famílias conhecendo um pouco da sua realidade e a partir destas informações, interagir com os educandos. Os pais e responsáveis poderão assim utilizar a rede sem perder o contato físico, presencial, humano.

Com este "rápido" estudo não foi possível encontrar todas as respostas para nossas perguntas. Mas como a nossa formação tem de ser continuada, iremos buscar estas respostas continuamente, para sermos pedagogas incluídas na educação digital.

Referências Bibliográficas:
KAYSER, Maristela Silveira.MORAIS, Neuza Maria da Silveira de. KÖTZ, Roselane de Fátima. A Inclusão Digit@l e a Formação Continuada de Professores. Trabalho de Conclusão de Pós graduação da Faculdade Castelo Branco.

SCHLEMMER, Eliane. O trabalho do professor e as novas tecnologias. P. 33 a 42. Revista Textual, Novembro 2006.

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